No segundo dia da Expo Cidades Criativas Brasileiras, a coordenadora do Programa Cidades Sustentáveis, Zuleica Goulart, falou sobre os avanços e os desafios dos municípios brasileiros nesse tema. O programa coordenado por ela é uma agenda de sustentabilidade urbana, que abraça as dimensões social, ambiental, econômica, política e cultural no planejamento municipal. “Na prática, isso quer dizer que as ações sustentáveis são incorporadas a serviços essenciais, como educação, transporte, saneamento, energia etc. O conjunto delas pode ser variado, mas tem de contribuir para o desenvolvimento ambiental, social e econômico de uma cidade.”

Do total de 5.568 municípios, 256 já perceberam as vantagens de participar do programa, que é alinhado aos ODS. Nessa lista há cidades pequenas, médias e grandes, entre elas, 15 capitais, como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Recife e Belém. Essas cidades signatárias somam cerca de 53 milhões de habitantes, ou quase 25% da população brasileira.

Zuleica acredita que as cidades têm papel fundamental no cumprimento da Agenda 2030, compromisso assumido por 193 países. Há uma estimativa de que até 2025, 85% da população mundial esteja morando em centros urbanos. “Para transformar uma cidade é preciso conhecê-la, entender a realidade do território onde se quer atuar. Esse processo precisa reunir todos os setores da sociedade civil, poder público, academia e iniciativa privada.” Para ajudar no dia a dia da gestão, ela apresentou resumidamente os módulos da plataforma gratuita que oferece aos gestores municipais conteúdos e ferramentas de planejamento e metodologia num espaço de capacitação, informação e organização de atividades, como Planejamento Urbano Integrado, Participação Cidadã e Parcerias com o Setor Privado, para citar alguns. 

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