Margarida Chiarastelli – 20/07/22

Quem assistiu à palestra de Regina Amorim, na quarta-feira, sobre Turismo Criativo Gerando Experiências, saiu com várias ideias na cabeça e o desejo de se tornar um empreendedor criativo, tal é sua paixão pelo tema e a certeza de que este é o futuro dos negócios. Inclusive porque uma das frases mais repetidas pela Gestora de Turismo e Economia Criativa do Sebrae, na Paraíba, foi “não precisa de dinheiro para empreender criativamente”.

Regina mostra, por meio de vários exemplos em Campina Grande – certificada pela Unesco como Cidade Criativa na categoria Artes Midiáticas -, iniciativas que contaram com o apoio do Sebrae e que hoje se tornaram atrativos para o turismo local. São hotéis de barracas (diferentemente de campings, as barracas já estão no local e contam com toalhas e lençóis), casinhas de taipa com doces artesanais, grupos de crocheteiras, artesãos que criam a partir de latas reutilizadas e até um quilombo onde é possível se hospedar e viver uma experiência totalmente diferenciado de um passeio turístico.

Aliás, o diferencial é o detalhe que Regina acrescenta à receita da economia criativa, constituída por cultura local, conhecimento, tecnologia, diversidade e claro, criatividade, recursos que ela aponta como ilimitados. Para a gestora do Sebrae, o foco do turismo criativo está em partilhar os saberes, fazeres e sabores do lugar, mais que um passeio a ideia é proporcionar experiências.

Segundo ela, o consumidor de hoje, principalmente os mais jovens, buscam mais o acesso do que a posse. Não consomem produtos que envolvam trabalho escravo ou não sustentável. A gestora garante, qualquer pessoa pode ser um empreendedor criativo, basta enxergar além e ver oportunidade nas dificuldades.

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